domingo, 7 de abril de 2013

"A arte de não adoecer"


Dr. Dráuzio Varella

Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome decisão"

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

domingo, 16 de setembro de 2012

Por favor, não estrague!

Por favor, não estrague esse sentimento que começou a me possuir por inteiro.
Ele é doce, puro e cheio de esperança.
Por favor, não estrague os sonhos que comecei a construir quando conheci você.
Ele é realizável, lindo e humano.
Por favor, não estrague a admiração que sinto por você.
Ela é sincera, romântica e admirável.
Por favor, não sufoque o amor que está crescendo em mim como a força de um jatobá e delicadeza de uma flor. Aquele a tudo pode derrubar: preconceitos, distância, saudade, ciúmes... Esta tudo pode sufocá-la: desinteresse, mentiras, insatisfação, palavras mal ditas...
Hoje meu coração abriu-se... As feridas feitas nele estão, aparentemente, cicatrizadas. Tudo está florido. Meu coração é um jardim encantado, cheio de borboletas e regado com a brisa suave da esperança, do sonho, da alegria.
Por favor, não o despedace.

Sue Paulino

domingo, 12 de agosto de 2012

Digestão

Difícil digerir coisas. Algumas tentamos engolir, mas desce difícil e causa um mal danado.
É indiscutível as atitudes de algumas pessoas, tanto para o bem, como para o mal. Mas existem aquelas que são misteriosas, nós nunca sabemos o que há por trás do sorriso, da mão que aperta e da boca que diz coisas bonitas e das quais, por vezes, gostamos de ouvir. 
Esperar demais do ser humano só é possível se estivermos com o pé na frente e outro atrás, nunca os dois  inteiramente. Assim fica mais fácil o equilíbrio, se um puxão vier desavisadamente.
A vida vai nos mostrando por quem devemos lutar e  de quem devemos desistir. Tem coisas que, simplesmente, se digeridas, vão fazer um mal danado, alguns males irreversíveis. Portanto, devemos deixá-las para trás, mesmo que nos façam sofrer muito naquele momento. O sofrimento passa como tempo.
Quando alguém é verdadeiro com você, não há necessidade de agradá-lo, as coisas simplesmente conectam-se. Amamos o sorriso e o mal humor, a cara inchada depois de um sono pesado e a cara arrumada para uma festa. A roupa suja depois de uma faxina no quintal, e a roupa de sair para uma entrevista importante.
Tudo faz parte do cheiro, da cor, do som que  nos inebriaram desde o momento que o nosso coração passou a amaaaaar.

Sue Paulino



Alma gêmea existe?

Os chineses têm um provérbio que se aplica a esse caso: “Quando as águas se juntam, o rio se forma”. A junção das águas não se dá em muitos casos, porque buscamos no outro algo para nos preencher. E como preencher alguém que por natureza sempre terá algo a preencher? Ninguém é ou será completo. Como seres humanos, estamos sempre em busca de novos desafios, novos horizontes, pois é isso uma mola propulsora para continuarmos dando sentido à vida. Infelizmente entregamos ao outro a responsabilidade de nos fazer felizes e cruzamos os braços num tom de cobrança. Nossos olhos dizem: _ E aí? Vai me fazer feliz ou não?

"Há um provérbio francês que diz: “Existe uma alma que não tenha defeito?" O fato é que uma pessoa cujo ideal seja a perfeição não pode se apaixonar. Simplesmente porque no amor a gente dá o que não tem, deixa estar a falta e a falha. Só assim é possível enxergar o arco-íris onde ele não está e ver um céu estrelado na noite mais negra."

Entrar em um relacionamento porque o outro "vai preencher algo" é admitir que esse alguém vem com um propósito e se ele não for "competente" será descartado. Isso me soa como algo impróprio para o amor.
Amar, amar e simplesmente amar e tudo se envolve, preenche-se, doa-se, resolve-se.
Quem ama de verdade tem um pedaço de Deus dentro de si e como bom filho age de acordo com os preceitos divinos que diz: o amor é paciente.
A nossa alma gêmea nasce na convivênca, na compreensão, no amor, no dia-a-dia. Não é fast-food. Não vem pronto, demanda tempo e, principalmente: amor, muito amor. 

Sue Paulino

terça-feira, 31 de julho de 2012

O julgamento


Havia numa aldeia um velho muito pobre, mas até reis o invejavam, pois ele tinha um lindo cavalo branco...
Reis ofereciam quantias fabulosas pelo cavalo, mas o homem dizia:
- Este cavalo não é um cavalo para mim, é uma pessoa. E como se pode vender uma pessoa, um amigo ?
O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo. Numa manhã, descobriu que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia inteira se reuniu, e disseram:
- Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria sido melhor vendê-lo. Que desgraça.
O velho disse:
- Não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está na cocheira. Este é o fato, o resto é julgamento. Se se trata de uma desgraça ou de uma benção, não sei, porque este e apenas um julgamento. Quem pode saber o que vai se seguir ?
As pessoas riram do velho. Elas sempre souberam que ele era um pouco louco. Mas, quinze dias depois, de repente, numa noite, o cavalo voltou. Ele não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.
Novamente, as pessoas se reuniram e disseram:
- Velho, você estava certo. Não se trata de uma desgraça, na verdade provou ser uma benção.
O velho disse:
- Vocês estão se adiantando mais uma vez. Apenas digam que o cavalo está de volta... quem sabe se e uma benção ou não? Este e apenas um fragmento. Você lê uma única palavra de uma sentença - como pode julgar todo o livro?
Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente sabiam que ele estava errado. Doze lindos cavalos tinham vindo...
O velho tinha um único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um cavalo e fraturou as pernas. As pessoas se reuniram e, mais uma vez, julgaram. Elas disseram:
- Você tinha razão novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas, e na sua velhice ele era seu único amparo. Agora você está mais pobre do que nunca. O velho disse:
- Vocês estão obcecados por julgamento. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou uma benção. A vida vem em fragmentos, mais que isso nunca é dado.
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o pais entrou em guerra, e todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar.
Somente o filho do velho foi deixado para trás, pois recuperava-se das fraturas. A cidade inteira estava chorando, lamentando-se porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltaria.
Eles vieram até o velho e disseram:
- Você tinha razão, velho - aquilo se revelou uma benção. Seu filho pode estar aleijado, mas ainda está com você. Nossos filhos foram-se para sempre. O velho disse: - Vocês continuam julgando. Ninguém sabe ! Digam apenas que seus filhos foram forçados a entrar para o exército e que meu filho não foi. Mas somente Deus sabe se isso é uma benção ou uma desgraça. Não julgue, porque dessa maneira jamais se tornará um com a totalidade. Você ficará obcecado com fragmentos, pulará para as conclusões a partir de coisas pequenas.
Na próxima vez que você for tirar alguma conclusão apressada sobre um assunto ou sobre uma pessoa, lembre-se desta mensagem.

(Desconheço o autor)

terça-feira, 26 de junho de 2012

A lição do jardineiro


Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim.
Chegando em casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.
Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa.
O garoto ligou para uma mulher e perguntou: "A senhora está precisando de um jardineiro?"
"Não. Eu já tenho um", foi a resposta.
"Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo."
"Nada demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha. O meu jardineiro também faz isso."
O garoto insistiu: "eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço."
"O meu jardineiro também, tornou a falar a senhora."
"Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível."
"Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente. Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa."
Numa última tentativa, o menino arriscou: "o meu preço é um dos melhores."
"Não", disse firme a voz ao telefone. "Muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom."
Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro: "Meu rapaz, você perdeu um cliente."
"Claro que não", respondeu rápido. "Eu sou o jardineiro dela. Fiz isto apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo."
Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a pesquisa deste jardineiro?
E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do pequeno jardineiro?
Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos?
Estamos permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura?
Temos lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia entre os nossos amores, atendendo as suas necessidades e carências, com presteza?
E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Temos usado chantagem ou, como o jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho e as deixamos florescer, sem sufocá-las?

***
O amor floresce nos pequenos detalhes. Como gotas de chuva que umedecem o solo ou como o sol abundante que se faz generoso, distribuindo seu calor.
A gentileza, a simpatia, o respeito são detalhes de suma importância para que a florescência do amor seja plena e frutifique em felicidade.
 
Desconheço o autor

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Levemente leve

Hoje eu me dei conta de que havia soltado uma aba da bolsa pesada que carregava. Senti uma leveza de repente. Respirei fundo e busquei, apenas para me certificar, o que eu realmente havia "perdido". Nada de importante.
- Entre algumas coisas velhas, encontrei um sorriso amarelado, o qual minha lembrança riscava bem desbotado.
_  Havia uma sandália desgastada pelo tempo, cuja aparência me lembrava algo muito usado e sem segurança. Usei-a para ir em busca de sonhos perdidos e jogados ao vento, não por mim, mas por pessoas que nunca souberam valorizar os sentimentos que demonstrei.
- Havia pedras também, nem sei como as guardei. Algumas pessoas sem coração as tinham jogado em mim e eu, desavisadamente, havia recolhido todas. Para quê?
- Tinha um lenço. Lembro-me de que o levava comigo, aguardando o momento em que você e outras pessoas me fariam chorar. Agora eu penso, se essas pessoas poderiam me fazer chorar, que tinha eu que seguir com elas? Esse lenço não me serve mais. Se algum dia eu chorar, vou procurar alguém que me  empreste o ombro amigo.
Em meio a esses escombros, encontrei muitos esparadrapos e gazes manchados de sangue. Usei-os quase que loucamente para sarar um coração ferido e esmurrado. Agora vejo que não preciso mais. Que bom!
Dei um revistada em minha mochila e me certifiquei de que lá havia o essencial.
_ Uma folha em branco para que eu me dê uma nova chance de escrever minha história.
_ Um papel de embrulho para guardar com carinho meus sonhos quando não puder ou não dever mostrá-los.
_ Um binóculo mágico que mostre o além, aquém de onde eu esteja, porque meus olhos fatigados teimam em ver apenas o visível e palpável. "O essencial é invisível aos olhos".
_ Levo também algumas sementes. Desejo parar em alguns lugares e deixar  plantadas algumas delas, seja de amor, amizade, cortesia, carinho, compaixão... Sei que são sementes importantes para quem deseja frutificar e seguir sempre leve. 

ahhhhhhhhhhh

É boa essa leveza. 
Em meu coração não há amarras. E ele  não é prisioneiro de ninguém. Acho que por isso, sinto-me ainda mais leve e solta.

Sue Paulino