sábado, 31 de março de 2012

Abra mão do que lhe é nocivo





Seguir em frente é, por vezes, um desafio gigantesco para algumas pessoas em determinadas situações. Mesmo que saibamos o que fazer, tenhamos real certeza das coisas, uma força superior nos impele a parar. Castra-nos o desejo de ir em frente.
Você está moralmente tão cansada que o desejo que lhe vem é de ficar parada ou recuar. "Se estivermos à  beira do precipício, dar um passo atrás é, na verdade, dar um passo à frente". Disse alguém sabiamente. É sobre coisas nocivas de que gostaria de falar. Más companhias, pessoas que nos hostilizam, pessoas que nos desvalorizam, objetos pelos quais nos endividamos, a fim de possuí-los, gastos acima da nossa condição como forma de suprir nossas carências... enfim, a lista é grande. Se nada parece estar bem, seria um bom momento de buscarmos dentro de nós o que está sendo nocivo a nossa sanidade e procurar resolvê-lo ou abrir mão de vez. Essas coisas trazem má sorte, doenças, deformam nosso eu de uma forma que não nos reconhecemos mais e perdemo-nos nos labirintos da nossa própria existência. Se algo lhe faz sofrer, tira seu sono, sua alegria, não dá frutos, não lhe põe pra cima, dificulta sua existência, atrapalha sua vida! Está na hora de abrir mão do que lhe é nocivo, nem que seja tirar umas férias do problema, olhá-lo de longe, em outro ângulo, a fim de escolher se o recicla ou o descarta.

Sue Paulino

quarta-feira, 28 de março de 2012

Em algum lugar do passado

Em algum lugar do passado, dorme uma mulher que esqueceu sua coragem, ousadia e fé.
Em algum lugar do passado, amarram-na e seguraram-na contra a sua vontade e desejos. Talvez por isso busque encontrar-se, mas não reconhece o caminho por onde se perdeu involuntariamente. Quem sabe, procurando os vilões de sua má sorte, ela encontre sua vida de volta e possa respirar com calma o presente que tanto quer viver. Ajudem-na a encontrar esses vilões. Seguem as descrições:
* O medo, criatura medíocre capaz de imobilizar qualquer pessoa, pois enrijece seus nervos, paralisando até mesmo o oxigênio que ainda teima em aspirar.
* O sonho esfacelado, aquele que foi estilhaçado e ridicularizado e que, por causa disso, pedaços espalharam-se e desapareceram.
* A dor, essa a aprisionou com grades invisíveis e  tortura-a quer de dia quer à noite. Não escolhe lugar, tempo, situação. Parece fantasma, aparece quando quer e ninguém ao redor a vê. Só ela sente. 
* A insânia, inimiga "leal", restringe-a de sua coragem. Acovarda-a. 
* A carência, essa fez amizade com a solidão e a ilusão e atormenta-a dia-a-dia sem trégua. Fala ao seu ouvido coisas indizíveis e investe em sua baixa auto-estima. 

Aqueles que encontrarem esses vilões, por favor, destrua-os, sem piedade. Eles têm feito muitos males às muitas pessoas que, desavisadamente, abriram seus corações para esses monstros entrarem.   

Sue Paulino