Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Maiakovski
Não acabarão com o amor,
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme
fiel
e verdadeiramente.
Tradução de E. Carrera Guerra
nem as rusgas,
nem a distância.
Está provado,
pensado
verificado.
Aqui levanto solene
minha estrofe de mil dedos
e faço o juramento:
Amo
firme
fiel
e verdadeiramente.
Tradução de E. Carrera Guerra
domingo, 17 de outubro de 2010
A ÚLTIMA LIÇÃO
A última lição
Amo as palavras. Elas significam para mim muito além do que os conceitos literais ou metafóricos possam expressar. São minhas amigas, pois aliviam angústias e compartilham alegrias...
Quando preciso, falam exatamente o que sinto ou o que quero ouvir...
É pura diversão!
Elas estão sempre disponíveis, de tal forma que, às vezes, me inquietam a alma e não sossegam enquanto eu não decido parar para permiti-las deslizar no papel e dançarem minha melodia, subordinadas ao meu ritmo...
E tocarem com harmonia os sons mais belos e encantadores...
E serem minhas ao mesmo tempo em que me possuem...
É mágico!
Hoje querem falar do meu sonho...
E não adianta me opor...
Sinto-me totalmente sujeita à vontade delas. Só há alívio e paz em meu espírito quando, resignada, me submeto aos seus apelos. A verdade é que nunca me arrependo em ceder...
Ao mesmo tempo em que obedeço, cresço, eternizo idéias, contemplo aplausos, arranco lágrimas ou sorrisos, percebo curas, arrepios, sussurros...
É arte!
Um sonho singular, concordo. Talvez, por isso, a insistência das minhas amigas palavras em registrá-lo. No meu sonho, eu morria...
Sim! A morte física, da qual não tenho medo. Já tive um dia...
Muito medo...
Mas hoje não tenho mais...
Ao despertar, não do sonho, mas da morte, estava num local retratado em um seriado de TV, "LOST".
O curioso é que não acompanho esse seriado e a última vez em que assisti a um episódio já faz muito tempo. Então, ao despertar da morte, um desejo meio desesperador arrebatou-me, como se eu tivesse perdido a oportunidade mais importante da minha vida:
Dar a última lição.
Eu gritava desesperadamente para que reunissem todos os meus alunos ali, porque tinha faltado a última lição. E, então?
Eu despertei. Agora do sonho...
Uma segunda-feira comum, correria total para chegar ao trabalho...
Sala de aula, mas a lição se estabelecia no plano literário...
Os alunos estavam produzindo textos, e eu totalmente desmemoriada do sonho...
Uma aluna...
Aline Vanessa...
Um abraço...
Umas palavras carinhosas...
Saudosas...
Nesse contexto, como uma luz forte, lembrei-me do sonho, dos detalhes, do desejo...
Compartilhei com a aluna...
Ela, também amiga das palavras, não hesitou em dizer: "Escreva um texto, professora".
E saiu sorrindo...
O sorriso maroto de quem fizera despertar a esperança. As palavras deram sorrisinhos satisfeitos em retribuição ao convite e por terem a certeza de que eu cederia...
Era minha chance de sair do desespero, de registrar o que me sufocara no sonho...
De expor com a ajuda delas, minhas amigas palavras, a última lição...
Aos meus amados alunos...
Vocês sabem que são mais que alunos, são amigos e também professores. Não tenho palavras para descrever tudo que tenho aprendido com vocês...
Não estamos perdidos, se confiarmos nossa existência ao Autor da vida. Muitos caminham à revelia e agem conforme seus próprios desejos. Mas, se compreendermos que a sujeição ao Deus de amor nos livra da morte eterna, nos veremos felizes em obedecê-LO e estaremos livres do medo da morte...
Caminharemos para a Eternidade de paz, onde Deus reina soberano. Ele é real!
Em Cristo, Deus se fez homem e morreu para nos dar vida. Não é à toa que a Bíblia O chama de "verbo" (a Palavra)...
Ele é gracioso...
Bondoso...
Misericordioso...
E pronto a perdoar...
Só há vida em Cristo!
Agora posso partir tranquila...
Quem acreditar nessa palavra poderá me rever por toda eternidade, pois a morte chega para todos...
E terá a companhia mais sublime e pura que já existiu:
A de Jesus de Nazaré...
"Aquele que era, que é e que há de vir...".
Quando preciso, falam exatamente o que sinto ou o que quero ouvir...
É pura diversão!
Elas estão sempre disponíveis, de tal forma que, às vezes, me inquietam a alma e não sossegam enquanto eu não decido parar para permiti-las deslizar no papel e dançarem minha melodia, subordinadas ao meu ritmo...
E tocarem com harmonia os sons mais belos e encantadores...
E serem minhas ao mesmo tempo em que me possuem...
É mágico!
Hoje querem falar do meu sonho...
E não adianta me opor...
Sinto-me totalmente sujeita à vontade delas. Só há alívio e paz em meu espírito quando, resignada, me submeto aos seus apelos. A verdade é que nunca me arrependo em ceder...
Ao mesmo tempo em que obedeço, cresço, eternizo idéias, contemplo aplausos, arranco lágrimas ou sorrisos, percebo curas, arrepios, sussurros...
É arte!
Um sonho singular, concordo. Talvez, por isso, a insistência das minhas amigas palavras em registrá-lo. No meu sonho, eu morria...
Sim! A morte física, da qual não tenho medo. Já tive um dia...
Muito medo...
Mas hoje não tenho mais...
Ao despertar, não do sonho, mas da morte, estava num local retratado em um seriado de TV, "LOST".
O curioso é que não acompanho esse seriado e a última vez em que assisti a um episódio já faz muito tempo. Então, ao despertar da morte, um desejo meio desesperador arrebatou-me, como se eu tivesse perdido a oportunidade mais importante da minha vida:
Dar a última lição.
Eu gritava desesperadamente para que reunissem todos os meus alunos ali, porque tinha faltado a última lição. E, então?
Eu despertei. Agora do sonho...
Uma segunda-feira comum, correria total para chegar ao trabalho...
Sala de aula, mas a lição se estabelecia no plano literário...
Os alunos estavam produzindo textos, e eu totalmente desmemoriada do sonho...
Uma aluna...
Aline Vanessa...
Um abraço...
Umas palavras carinhosas...
Saudosas...
Nesse contexto, como uma luz forte, lembrei-me do sonho, dos detalhes, do desejo...
Compartilhei com a aluna...
Ela, também amiga das palavras, não hesitou em dizer: "Escreva um texto, professora".
E saiu sorrindo...
O sorriso maroto de quem fizera despertar a esperança. As palavras deram sorrisinhos satisfeitos em retribuição ao convite e por terem a certeza de que eu cederia...
Era minha chance de sair do desespero, de registrar o que me sufocara no sonho...
De expor com a ajuda delas, minhas amigas palavras, a última lição...
Aos meus amados alunos...
Vocês sabem que são mais que alunos, são amigos e também professores. Não tenho palavras para descrever tudo que tenho aprendido com vocês...
Não estamos perdidos, se confiarmos nossa existência ao Autor da vida. Muitos caminham à revelia e agem conforme seus próprios desejos. Mas, se compreendermos que a sujeição ao Deus de amor nos livra da morte eterna, nos veremos felizes em obedecê-LO e estaremos livres do medo da morte...
Caminharemos para a Eternidade de paz, onde Deus reina soberano. Ele é real!
Em Cristo, Deus se fez homem e morreu para nos dar vida. Não é à toa que a Bíblia O chama de "verbo" (a Palavra)...
Ele é gracioso...
Bondoso...
Misericordioso...
E pronto a perdoar...
Só há vida em Cristo!
Agora posso partir tranquila...
Quem acreditar nessa palavra poderá me rever por toda eternidade, pois a morte chega para todos...
E terá a companhia mais sublime e pura que já existiu:
A de Jesus de Nazaré...
"Aquele que era, que é e que há de vir...".
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Clama a mim e responder-te-ei!
"Durante 17 dias, temeu-se que todos estivessem mortos, até que uma sonda os localizou"
Eles "têm muita força, muita coragem, muitas coisas para contar, mas querem primeiro aproveitar o reencontro com suas famílias, abraçar suas mulheres, filhos e netos".
Assim acontece conosco! Vivemos dias comuns, nas idas e vindas dos nossos afazeres e, no instante, algo desmorona e cai sobre a gente, soterrando-nos! O sentimento de pânico vem sobre nós, fantasmas aparecem da mais profunda escuridão e nos assustam. Parece que chegamos ao fim, não vemos saída; no subsolo de nossas desgraças, recorremos à sanidade, a fim de tentarmos nos conduzir para uma saída, mas qual? Não há saída, não há o que se fazer, quando tudo escapa do nosso controle.
É hora de esperar, em situações assim, nada mais nos resta, se não esperar e procurar mantermo-nos vivos! É lá, na imensidão do ventre da terra, enterrados vivos, que valorizamos a vida e quem nos cerca. É lá, onde todos estão no mesmo barco, na mesma condição, que percebemos o quanto existem pessoas e Pessoas. É nesse poço profundo que as palavras são as sementes da esperança, o sorriso que nos aquece, só existem elas a nos revelar o caminho da coragem e autoconhecimento, as palavras internas e externas.
É nesse lugar escuro, úmido e solitário que descobrimos vocações , que nos aproximamos de Deus e de nós mesmos. Até que alguém ou algo nos ache, precisamos nos manter vivos para usufruir o novo visual da vida, sim, porque depois de experiências assim, a vida recebe novas roupagens e vale a pena mantermo-nos são para poder vivê-la com mais responsabilidade e maturidade, com esperança, leveza e intensidade. São nessas horas, "quando tudo parece impossível, é que Deus começa a agir"... Clamemos a ele!
"Clama a mim e responder-te-ei, anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes".Jr33:3São nossas ações que provocam a reação de Deus!
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Despedida
Já é tarde, preciso ir embora e seguir minha jornada. Parei alguns anos, porque julguei pertinente reformular alguns projetos para poder te incluir neles. Pois, ao te conhecer, não conseguia me imaginar adiante sem o sorriso que brotava de teus lábios como canção da chuva sobre os arvoredos.
Em alguns momentos, a razão me cobrava ações e me mandava ir embora, no entanto eu não conseguia me imaginar sem o teu hálito em meu pescoço e tua voz vibrante de desejo me induzindo e me impulsionando a ser mulher.
Passaram-se os anos e você não veio por inteiro, só tive o prazer de usufruir fragmentos de teu ser que, de forma furtiva, permitia-me sonhar com um talvez ou um quemsabeumdia.
Por diversas vezes arrumei meu alforje, mas meu peito doeu tanto que resolvi me sentar à beira do caminho e continuar te aguardando.
Todavia, o tempo, esse amigo e inimigo congruente me instigou a decidir entre partir ou esperar o acaso; apelei por mais alguns dias na esperança de resolver o que estava pendente há anos, porém não foi possível, porque dentro de mim já existia uma decisão relevante, formulada pela razão já madura e entediada.
Por isso estou aqui me despedindo. Necessito ser fria e não olhar mais para trás, porque a minha sobrevivência como ser humano depende do mínimo de coragem que está nascendo agora dentro de mim.
Já é tarde, preciso ir embora.
Sabe, estou cansada! E esse cansaço invade meu corpo e mente. Mas apesar de querer partir logo, sinto que vou descansar mais adiante em uma sombra reconfortante. Preciso dormir serenamente para só depois retornar a essa longa jornada imposta pela vida. Dessa vez não me alimento mais de possibilidades de te encontrar, nem de conjecturas para te ter... Dessa vez eu avanço mais realista, porém com um intenso desejo de convergir para frente, sempre para a frente.
Em alguns momentos, a razão me cobrava ações e me mandava ir embora, no entanto eu não conseguia me imaginar sem o teu hálito em meu pescoço e tua voz vibrante de desejo me induzindo e me impulsionando a ser mulher.
Passaram-se os anos e você não veio por inteiro, só tive o prazer de usufruir fragmentos de teu ser que, de forma furtiva, permitia-me sonhar com um talvez ou um quemsabeumdia.
Por diversas vezes arrumei meu alforje, mas meu peito doeu tanto que resolvi me sentar à beira do caminho e continuar te aguardando.
Todavia, o tempo, esse amigo e inimigo congruente me instigou a decidir entre partir ou esperar o acaso; apelei por mais alguns dias na esperança de resolver o que estava pendente há anos, porém não foi possível, porque dentro de mim já existia uma decisão relevante, formulada pela razão já madura e entediada.
Por isso estou aqui me despedindo. Necessito ser fria e não olhar mais para trás, porque a minha sobrevivência como ser humano depende do mínimo de coragem que está nascendo agora dentro de mim.
Já é tarde, preciso ir embora.
Sabe, estou cansada! E esse cansaço invade meu corpo e mente. Mas apesar de querer partir logo, sinto que vou descansar mais adiante em uma sombra reconfortante. Preciso dormir serenamente para só depois retornar a essa longa jornada imposta pela vida. Dessa vez não me alimento mais de possibilidades de te encontrar, nem de conjecturas para te ter... Dessa vez eu avanço mais realista, porém com um intenso desejo de convergir para frente, sempre para a frente.
domingo, 26 de setembro de 2010
Descartar ou reciclar?
Não saberei responder a essa pergunta em muitas situações da vida, em se tratando de atitudes coerentes quanto ao outro. Claro que é imperativo, nos dias atuais, reciclarmos as coisas, mas ninguém quer perder tempo em "consertadores". Às vezes, sai mais barato, economicamente falando e também na economia do tempo e aborrecimentos, descartarmos o que está avariado e adquirir um novo produto. No entanto, podemos fazer assim com os relacionamentos? Amizade, amor, filhos, vizinhos? Que queiramos ou não, pessoas não são descartáveis e substituíveis. Investir numa relação é sempre uma caixinha de surpresa, mas vale a pena, se não obtivermos a resposta positiva da mudança do outro, pelo menos teremos a certeza de que tentamos.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Ansiedade : saiba mais
No limite
Medicina tenta oferecer alívio para a ansiedade.
Não se sabe exatamente quantos são os ansiosos no Brasil. Mas sabe-se que são milhões. Para se ter uma idéia, estima-se que existam pelo menos 15 milhões de brasileiros adultos padecendo dos sofrimentos mais graves relacionados à ansiedade. São pessoas que têm desde crises de tontura, diarréia e dor no peito até aquelas que amargam a mais completa paralisação e medo diante de qualquer situação que lhes pareça ameaçadora.
Não é difícil entender o motivo de reações tão extremas. Os ansiosos criam expectativas desnecessárias sobre os acontecimentos futuros, querem resolver as situações antecipadamente e costumam ser pessimistas. Suas preocupações são intensas, duradouras e freqüentes. E, infelizmente, embora ainda não se disponha de estatísticas brasileiras, é certo que o mal vem crescendo. A competição por melhores cargos no emprego e a vida pessoal atribulada são alguns dos fatores que aumentam a ânsia de quem sofre do problema. E mesmo quem não se importava acaba ficando mais vulnerável.
A incidência e a gravidade do problema estão obrigando a medicina a dirigir atenção especial à doença. O resultado é que há várias boas notícias no seu combate. A primeira delas é o fato de os médicos, hoje, entenderem muito melhor a natureza do mal e suas manifestações. Sabe-se que são quatro os principais transtornos associados a ele, motivados por uma ansiedade exagerada. O primeiro deles é chamado justamente de ansiedade generalizada. Ele é caracterizado por crises pontuadas por taquicardia, mal-estar abdominal, tensão muscular, acompanhados de irritação e de uma imensa dificuldade para relaxar diante de situações que gerem ansiedade.
A manifestação de quatro sintomas em um semestre caracteriza um quadro de ansiedade generalizada. Ela afeta a vida social, familiar, profissional e até o aprendizado. Muitas vezes, por exemplo, o cansaço excessivo típico de quem sofre desse tipo de transtorno impede que o ansioso sinta vontade de sair com os amigos. E a irritação acaba descontada nos familiares. No trabalho, a produtividade cai.
Nos vestibulares, o problema fica exacerbado. Algumas vezes, mesmo que o candidato esteja bem preparado, ele não consegue se lembrar de nada no momento da prova. A ansiedade prejudica o rendimento do aluno, fazendo com que ele perca parte da lucidez para lidar com o próprio saber. Foi o que aconteceu com o estudante Francisco Santos, 21 anos, “ao prestar vestibular para medicina pela segunda vez, na hora da prova, eu simplesmente não consegui enxergar nada. Ficou tudo fora de foco, embaçado. Perdi o vestibular por causa da ansiedade e tive que procurar um psicólogo para controlar o problema. Na terceira tentativa, passei no vestibular e estou no primeiro ano de Medicina”. O aprendizado também sai no prejuízo. Cerca de 5% a 8% dos estudantes sofrem de distúrbios de aprendizagem relacionados de alguma forma à ansiedade. A falta de concentração e dificuldades de leitura estão entre as manifestações mais comuns dos problemas a que se refere a especialista.
O ansioso não atrapalha apenas a si mesmo, mas os colegas também. Quando trabalha em equipe, sua ansiedade costuma prejudicar os companheiros. Ele deseja saber a todo momento como andam as coisas e faz as mesmas perguntas mil vezes. Fica afobado e prejudica o andamento do projeto.
Outro problema associado à ansiedade é o transtorno do pânico. Seus sintomas aparecem de forma brusca. O indivíduo está tranqüilo e de repente imagina que uma determinada situação é ameaçadora. Passa a ter, então, sintomas como falta de ar e tontura. O episódio dura cerca de dez minutos. Ele pode sentir medo de ficar sozinho em casa e, por isso, toda vez que se vê nessa circunstância, entra em pânico. As crises costumam se repetir com freqüência. Em um estágio avançado ele evita até mesmo ir ao trabalho. Os especialistas recomen-dam procurar o médico a partir da primeira manifestação. Seu apareci-mento costuma ocorrer depois da adolescência. As fobias também estão relacionadas à ansiedade. São medos irracionais, exagerados e persistentes de situações, objetos, animais. Há quem tenha fobia de sangue, avião, doenças, entre outras.
A ansiedade também está por trás do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). O indivíduo tem imagens ou idéias repetidas. Ele tenta evitá-las, mas não consegue. Por isso, começa a apresentar atitudes compulsivas para afastar os pensamentos. A ocorrência desses transtornos não obedece a uma escala de gravidade. Ou seja, uma pessoa que sofra de ansiedade generalizada que se agrava por algum motivo não terá, necessaria-mente, uma crise de pânico ou de TOC. O contrário também é verdadeiro.
Outro avanço importante na compreensão da ansiedade é a descoberta de suas causas. É verdade que elas não estão totalmente esclarecidas, mas já há boas pistas. A resposta para o fato de um indivíduo ser mais ansioso do que outro pode estar no desequilíbrio entre neuro-transmissores (substâncias que transmitem informações entre os neurônios) envolvidos no processa-mento do humor, como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. A disfunção ocorre numa região do cérebro chamada amígdala, que está ligada às emoções. Existem outras peças se encaixando nesse quebra-cabeça. Há um ano, pesquisadores descobriram uma nova substância, batizada de P, que também estaria relacionada à doença, embora ainda não se tenha mais detalhes sobre sua atuação.
Hoje, acredita-se que a ansiedade tenha influência genética e, por isso, seja hereditária em grande parte dos casos. A educação recebida pela família também é levada em conta. Pais superprotetores e controladores fazem com que suas crianças cresçam num ambiente ameaçador. Elas ficam inseguras e tensas porque estão sujeitas a ser corrigidas ou ter de prestar contas por qualquer gesto. A ansiedade surge como um tipo de defesa. Com ou sem sintomas físicos, como náuseas e dores musculares sentidas por algumas crianças, a ansiedade infantil pode vir acompanhada de dificuldades de relacionamento com os colegas.
Um dos desafios, no entanto, é esclarecer o papel do estresse no surgimento da ansiedade. Os cientistas ainda não sabem qual dos dois aparece primeiro. O estresse tanto surge como fator desencadeante como pode ocorrer depois que o problema está instalado. Mas o resultado no organismo é praticamente o mesmo. Ambos aumentam a produção dos hormônios cortisol, noradrenalina e de crescimento. Essas substâncias diminuem as defesas do corpo, aumentam o colesterol ruim e podem contribuir para o aparecimento de infecções, tumores e doenças cardíacas. Por causa de tanto estrago, a doença ganhou status de prioridade. Em estágios mais sérios, a ansiedade é considerada um problema de saúde pública.
As informações levantadas até agora estão permitindo a aplicação de novos tratamentos. Uma das novidades é o uso dos antidepressivos, principal-mente para a ansiedade generalizada. Gradativamente, eles estão substi-tuindo os benzodiazepínicos ou ansiolíticos. Os ansiolíticos causam dependência porque têm substâncias que tornam o organismo tolerante às drogas. Por causa disso, é preciso aumentar cada vez mais a dose para conseguir os mesmos efeitos do tratamento (geralmente isso é necessário em pacientes que tomam o remédio há cerca de um ano).
Outra vantagem é que os antide-pressivos tratam a depressão que costuma surgir após intensas manifestações de ansiedade. Recentemente foi lançado o antidepressivo à base de venlafaxina. Além de atuar sobre a serotonina, como os outros medicamentos do gênero, o remédio age também na noradrenalina. O resultado é positivo porque a droga atua sobre dois neurotransmissores envolvidos no processo da ansiedade. Uma opção mais saudável de tratamento são os ansiolíticos naturais. Como utilizam substâncias ativas naturalmente presentes nas plantas com finalidade terapêutica, em geral esses remédios não apresentam efeitos colaterais. Contra a ansiedade e depressão, é empregada a raiz da kava-kava (Piper methysticum) sob a forma de cápsula. A planta não causa dependência nem sedação.
Outra estratégia cada vez mais usada contra a doença é a terapia cognitiva comportamental, técnica que vem sendo empregada com sucesso pelos especialistas para cuidar de todos os tipos de transtornos ansiosos. O método expõe gradualmente o paciente a situações geradoras de ansiedade para que ele aprenda a enfrentar seus medos. Do lado de fora dos consultórios, também há iniciativas animadoras. Uma delas vem do Hospital Universitário da USP. Ali, o corpo de enfermagem tenta amenizar o problema entre os pacientes da unidade de terapia intensiva. Uma das mudanças é permitir que o doente receba visitas em horários especiais (além das duas entradas estabelecidas por dia). A iniciativa diminui o estresse de quem está internado. Outro recurso das enfermeiras é conversar com os familiares para dar notícias sobre o estado do paciente. A informação clara reduz a ansiedade da família.
Também há técnicas coadjuvantes que ajudam a controlar os transtornos ansiosos, especialmente a ansiedade generalizada e o transtorno do pânico. No caso da acupuntura, por exemplo, as agulhas atuam sobre determinadas terminações nervosas do corpo e o estímulo é levado até o cérebro. Lá, acontece uma liberação de serotonina, que inibe a crise de pânico.
A meditação é mais um recurso excelente. Por isso, é uma das técnicas mais usadas para controlar a ansiedade. Ela se baseia em exercícios respiratórios e muita concentração. O praticante deve prestar atenção na sua expiração e inspirar normalmente. Dessa forma, ele consegue trazer sua mente para o momento presente, já que a ansiedade está ligada a expectativas futuras. A ioga, outra modalidade indicada para aplacar a ansiedade, também aposta suas fichas nos exercícios respiratórios, além de promover o relaxamento corporal. O objetivo é fazer com que a pessoa volte sua concentração para a sua expiração e o momento presente.
A prática de atividade física é outra forma de aplacar a ansiedade mais branda. Os exercícios estimulam as endorfinas, substâncias que melho-ram a ação dos neurotransmissores ligados ao humor. Uma dieta saudável também é ponto precioso nesse jogo. As verduras, legumes e frutas têm compostos que ajudam a regular os neurotransmissores envolvidos no processamento das emoções. Quem já é ansioso também deve evitar fumar, beber e tomar café, pois os três têm compostos estimulantes que deixam a pessoa mais agitada. Há também estratégias de emergência para serem usadas nas horas em que as crises de ansiedade parecem monstros prestes a engolir sua vítima. Procure respirar profundamente por cinco minutos para que sua taxa de adrenalina baixe e você elimine toda a angústia. Dessa forma, é possível ter calma para enfrentar a situação sem perder o controle.
http://www.hebron.com.br/Revista/n02/capa.htm
Medicina tenta oferecer alívio para a ansiedade.
Não se sabe exatamente quantos são os ansiosos no Brasil. Mas sabe-se que são milhões. Para se ter uma idéia, estima-se que existam pelo menos 15 milhões de brasileiros adultos padecendo dos sofrimentos mais graves relacionados à ansiedade. São pessoas que têm desde crises de tontura, diarréia e dor no peito até aquelas que amargam a mais completa paralisação e medo diante de qualquer situação que lhes pareça ameaçadora.
Não é difícil entender o motivo de reações tão extremas. Os ansiosos criam expectativas desnecessárias sobre os acontecimentos futuros, querem resolver as situações antecipadamente e costumam ser pessimistas. Suas preocupações são intensas, duradouras e freqüentes. E, infelizmente, embora ainda não se disponha de estatísticas brasileiras, é certo que o mal vem crescendo. A competição por melhores cargos no emprego e a vida pessoal atribulada são alguns dos fatores que aumentam a ânsia de quem sofre do problema. E mesmo quem não se importava acaba ficando mais vulnerável.
A incidência e a gravidade do problema estão obrigando a medicina a dirigir atenção especial à doença. O resultado é que há várias boas notícias no seu combate. A primeira delas é o fato de os médicos, hoje, entenderem muito melhor a natureza do mal e suas manifestações. Sabe-se que são quatro os principais transtornos associados a ele, motivados por uma ansiedade exagerada. O primeiro deles é chamado justamente de ansiedade generalizada. Ele é caracterizado por crises pontuadas por taquicardia, mal-estar abdominal, tensão muscular, acompanhados de irritação e de uma imensa dificuldade para relaxar diante de situações que gerem ansiedade.
A manifestação de quatro sintomas em um semestre caracteriza um quadro de ansiedade generalizada. Ela afeta a vida social, familiar, profissional e até o aprendizado. Muitas vezes, por exemplo, o cansaço excessivo típico de quem sofre desse tipo de transtorno impede que o ansioso sinta vontade de sair com os amigos. E a irritação acaba descontada nos familiares. No trabalho, a produtividade cai.
Nos vestibulares, o problema fica exacerbado. Algumas vezes, mesmo que o candidato esteja bem preparado, ele não consegue se lembrar de nada no momento da prova. A ansiedade prejudica o rendimento do aluno, fazendo com que ele perca parte da lucidez para lidar com o próprio saber. Foi o que aconteceu com o estudante Francisco Santos, 21 anos, “ao prestar vestibular para medicina pela segunda vez, na hora da prova, eu simplesmente não consegui enxergar nada. Ficou tudo fora de foco, embaçado. Perdi o vestibular por causa da ansiedade e tive que procurar um psicólogo para controlar o problema. Na terceira tentativa, passei no vestibular e estou no primeiro ano de Medicina”. O aprendizado também sai no prejuízo. Cerca de 5% a 8% dos estudantes sofrem de distúrbios de aprendizagem relacionados de alguma forma à ansiedade. A falta de concentração e dificuldades de leitura estão entre as manifestações mais comuns dos problemas a que se refere a especialista.
O ansioso não atrapalha apenas a si mesmo, mas os colegas também. Quando trabalha em equipe, sua ansiedade costuma prejudicar os companheiros. Ele deseja saber a todo momento como andam as coisas e faz as mesmas perguntas mil vezes. Fica afobado e prejudica o andamento do projeto.
Outro problema associado à ansiedade é o transtorno do pânico. Seus sintomas aparecem de forma brusca. O indivíduo está tranqüilo e de repente imagina que uma determinada situação é ameaçadora. Passa a ter, então, sintomas como falta de ar e tontura. O episódio dura cerca de dez minutos. Ele pode sentir medo de ficar sozinho em casa e, por isso, toda vez que se vê nessa circunstância, entra em pânico. As crises costumam se repetir com freqüência. Em um estágio avançado ele evita até mesmo ir ao trabalho. Os especialistas recomen-dam procurar o médico a partir da primeira manifestação. Seu apareci-mento costuma ocorrer depois da adolescência. As fobias também estão relacionadas à ansiedade. São medos irracionais, exagerados e persistentes de situações, objetos, animais. Há quem tenha fobia de sangue, avião, doenças, entre outras.
A ansiedade também está por trás do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). O indivíduo tem imagens ou idéias repetidas. Ele tenta evitá-las, mas não consegue. Por isso, começa a apresentar atitudes compulsivas para afastar os pensamentos. A ocorrência desses transtornos não obedece a uma escala de gravidade. Ou seja, uma pessoa que sofra de ansiedade generalizada que se agrava por algum motivo não terá, necessaria-mente, uma crise de pânico ou de TOC. O contrário também é verdadeiro.
Outro avanço importante na compreensão da ansiedade é a descoberta de suas causas. É verdade que elas não estão totalmente esclarecidas, mas já há boas pistas. A resposta para o fato de um indivíduo ser mais ansioso do que outro pode estar no desequilíbrio entre neuro-transmissores (substâncias que transmitem informações entre os neurônios) envolvidos no processa-mento do humor, como a serotonina, a dopamina e a noradrenalina. A disfunção ocorre numa região do cérebro chamada amígdala, que está ligada às emoções. Existem outras peças se encaixando nesse quebra-cabeça. Há um ano, pesquisadores descobriram uma nova substância, batizada de P, que também estaria relacionada à doença, embora ainda não se tenha mais detalhes sobre sua atuação.
Hoje, acredita-se que a ansiedade tenha influência genética e, por isso, seja hereditária em grande parte dos casos. A educação recebida pela família também é levada em conta. Pais superprotetores e controladores fazem com que suas crianças cresçam num ambiente ameaçador. Elas ficam inseguras e tensas porque estão sujeitas a ser corrigidas ou ter de prestar contas por qualquer gesto. A ansiedade surge como um tipo de defesa. Com ou sem sintomas físicos, como náuseas e dores musculares sentidas por algumas crianças, a ansiedade infantil pode vir acompanhada de dificuldades de relacionamento com os colegas.
Um dos desafios, no entanto, é esclarecer o papel do estresse no surgimento da ansiedade. Os cientistas ainda não sabem qual dos dois aparece primeiro. O estresse tanto surge como fator desencadeante como pode ocorrer depois que o problema está instalado. Mas o resultado no organismo é praticamente o mesmo. Ambos aumentam a produção dos hormônios cortisol, noradrenalina e de crescimento. Essas substâncias diminuem as defesas do corpo, aumentam o colesterol ruim e podem contribuir para o aparecimento de infecções, tumores e doenças cardíacas. Por causa de tanto estrago, a doença ganhou status de prioridade. Em estágios mais sérios, a ansiedade é considerada um problema de saúde pública.
As informações levantadas até agora estão permitindo a aplicação de novos tratamentos. Uma das novidades é o uso dos antidepressivos, principal-mente para a ansiedade generalizada. Gradativamente, eles estão substi-tuindo os benzodiazepínicos ou ansiolíticos. Os ansiolíticos causam dependência porque têm substâncias que tornam o organismo tolerante às drogas. Por causa disso, é preciso aumentar cada vez mais a dose para conseguir os mesmos efeitos do tratamento (geralmente isso é necessário em pacientes que tomam o remédio há cerca de um ano).
Outra vantagem é que os antide-pressivos tratam a depressão que costuma surgir após intensas manifestações de ansiedade. Recentemente foi lançado o antidepressivo à base de venlafaxina. Além de atuar sobre a serotonina, como os outros medicamentos do gênero, o remédio age também na noradrenalina. O resultado é positivo porque a droga atua sobre dois neurotransmissores envolvidos no processo da ansiedade. Uma opção mais saudável de tratamento são os ansiolíticos naturais. Como utilizam substâncias ativas naturalmente presentes nas plantas com finalidade terapêutica, em geral esses remédios não apresentam efeitos colaterais. Contra a ansiedade e depressão, é empregada a raiz da kava-kava (Piper methysticum) sob a forma de cápsula. A planta não causa dependência nem sedação.
Outra estratégia cada vez mais usada contra a doença é a terapia cognitiva comportamental, técnica que vem sendo empregada com sucesso pelos especialistas para cuidar de todos os tipos de transtornos ansiosos. O método expõe gradualmente o paciente a situações geradoras de ansiedade para que ele aprenda a enfrentar seus medos. Do lado de fora dos consultórios, também há iniciativas animadoras. Uma delas vem do Hospital Universitário da USP. Ali, o corpo de enfermagem tenta amenizar o problema entre os pacientes da unidade de terapia intensiva. Uma das mudanças é permitir que o doente receba visitas em horários especiais (além das duas entradas estabelecidas por dia). A iniciativa diminui o estresse de quem está internado. Outro recurso das enfermeiras é conversar com os familiares para dar notícias sobre o estado do paciente. A informação clara reduz a ansiedade da família.
Também há técnicas coadjuvantes que ajudam a controlar os transtornos ansiosos, especialmente a ansiedade generalizada e o transtorno do pânico. No caso da acupuntura, por exemplo, as agulhas atuam sobre determinadas terminações nervosas do corpo e o estímulo é levado até o cérebro. Lá, acontece uma liberação de serotonina, que inibe a crise de pânico.
A meditação é mais um recurso excelente. Por isso, é uma das técnicas mais usadas para controlar a ansiedade. Ela se baseia em exercícios respiratórios e muita concentração. O praticante deve prestar atenção na sua expiração e inspirar normalmente. Dessa forma, ele consegue trazer sua mente para o momento presente, já que a ansiedade está ligada a expectativas futuras. A ioga, outra modalidade indicada para aplacar a ansiedade, também aposta suas fichas nos exercícios respiratórios, além de promover o relaxamento corporal. O objetivo é fazer com que a pessoa volte sua concentração para a sua expiração e o momento presente.
A prática de atividade física é outra forma de aplacar a ansiedade mais branda. Os exercícios estimulam as endorfinas, substâncias que melho-ram a ação dos neurotransmissores ligados ao humor. Uma dieta saudável também é ponto precioso nesse jogo. As verduras, legumes e frutas têm compostos que ajudam a regular os neurotransmissores envolvidos no processamento das emoções. Quem já é ansioso também deve evitar fumar, beber e tomar café, pois os três têm compostos estimulantes que deixam a pessoa mais agitada. Há também estratégias de emergência para serem usadas nas horas em que as crises de ansiedade parecem monstros prestes a engolir sua vítima. Procure respirar profundamente por cinco minutos para que sua taxa de adrenalina baixe e você elimine toda a angústia. Dessa forma, é possível ter calma para enfrentar a situação sem perder o controle.
http://www.hebron.com.br/Revista/n02/capa.htm
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