segunda-feira, 21 de julho de 2014

"Para sempre sempre acaba!"

Disse-me tantas palavras... Eram lindas e bem "decoradas". Fiquei encantada. O que mais me iludia era aquela que ouvia todos os dias: _ Eu te amo, para sempre. Mas ele não me escondia, pelos atos covardes que eu via... "O pra sempre, sempre acaba." 
E acabou o dia em que eu ouvia e acreditava. Agora fico no hoje, sem viver o para sempre, já que ele sempre acaba.





 # Sue Paulino#

Para os meus filhos, com amor!

Meus filhos não sabem, mas eles sempre foram usados por Deus em minha vida. - Fiquei de pé em momentos em que as forças não existiam, pois pensei o quanto eles precisavam de mim para pegar em suas mãos. 
- Sorri ,quando queria apenas chorar (todo momento chorar), porque pensei o quanto meu sorriso era importante para mantê-los equilibrados. 
- Ajoelhei-me, mesmo querendo estar apenas deitada, vendo um filme, comendo pipoca... porque pensei o quanto a minha oração era um muro de fogo para guardá-los das ciladas do maligno.
- Adormeci, mesmo com as preocupações tentando tirar meus sonhos, porque pensei o quanto precisava estar renovada no dia seguinte, para levá-los à escola, fazer a comida deles, pôr roupas para lavar, organizar a casa e deixá-los confortáveis.
Meus filhos não sabem, mas muitas vezes pensei em sair pelo mundo, deixar tudo para trás, porém não o fiz, porque entendi que 3/4 de mim nunca jamais alçariam voo e onde quer que eu estivesse, ainda seria incompleta.
Meus filhos talvez não saibam, mas vivo quatro vidas, a minha e as deles.Por isso quero saber tanto da vida deles, porque é também a minha.
E fico imaginando o dia em que vou me multiplicar nos netos, bisnetos... enfim continuarei encontrando motivos para viver e sorrir, e deitar, e levantar, e orar, e amar.
UMA HOMENAGEM A TODAS AS MAMÃES!
Amo vocês!


Sue Paulino

É só uma febre!

Aprendi esse termo nos anos 90, quando se falava sobre o modismo. Essa expressão queria dizer que aquilo em questão, ou seja, moda, sentimentos, etc, passaria. Mas existem febres que anunciam uma doença grave e que, se não for tratada, levará à morte. Alguns modismos, escondem, com certeza, uma doença grave de moralidade e repúdio aos valores adquiridos entre gerações. Muitas civilizações de hoje foram construídas sobre a ruína de outras. Culturas inteiras foram soterradas e o mais forte, no momento, subjugou o que parecia ser mais fraco ou errado.
Vejamos se o que parece moderno demais hoje nada mais é do que a subjugação de valores. Valores com os quais nossos antepassados viveram muito bem e que geraram uma sociedade na qual era possível respeitarem-se pais, idosos, lideranças...

Na minha época, não muito distante, trabalhar cedo não era sinal de escravidão infantil, mas uma forma de fazer crianças pobres tornarem-se responsáveis e entender que a vida era muito dura e que a gente precisava correr atrás dos nossos sonhos. 
Estudava, trabalhava, ajudava em casa e cresci consciente das minhas obrigações. 
Que está acontecendo com a sociedade? Tantos modismos, tantas leis, tantos desgovernos...
Para onde estamos indo? Será que ainda há condições de ir, pelos menos, para a UTI?


Sue Paulino